Crise Financeira de 2008
9 October 2008 - 0:11 crise financeira
A crise financeira mostrou as caras no fim do ano passado com a crise do subprime. Mas para muitos era besteira, coisa pouca, passageira. O Alan Greenspan, ex-presidente do banco central dos EUA, era visto como o chato porque falava que uma recessão nos EUA era inevitável.
Hoje, 1 ano depois, tem gente falando que esta crise se iguala à de 1929. Em pouco menos de 2 meses o dólar disparou, indo de aproximadamente R$ 1,60 a R$ 2,48. Na contramão, as bolsas de valores estão despencando. Tive a oportunidade de viver 2 circuit breakers (sistema de parada de operações da BOVESPA) em um mesmo dia, com a queda chegando a mais de 15%.
Pois é, faz tempo que não acompanho as ações de perto e o que tinha investido nelas se reduziu para cerca de 40% neste período. Pra agravar a situação, com o dólar disparando, os produtos tecnológicos que tanto gosto de consumir ficam caros.
Com tudo isto acontecendo eu aprendi duas coisas:
1. O pensamento da maioria normalmente está errado.
Ano passado, em revistas, jornais, TV, em conversas em metrô, eu sempre ouvia dos recordes que a bolsa brasileira fazia e das pessoas que ficaram ricas investindo. Eu mesmo cheguei a dar uma entrevista para o Estado de São Paulo comentando que achava que a volatilidade do subprime era passageira. Não se falava em outro investimento que não fosse ações na Bolsa de Valores.
Hoje, a situação se inverteu e ouço falarem de crise em todos os lugares.
Pois é, eu comprei grande parte das minhas ações em 2006 e mantive meu dinheiro aplicado nelas até agora. Achei que tinha ganhado bastante em 2007, mas hoje conto com um prejuízo grande.
Portanto, para concluir esta lição, o ideal é sair de um investimento quando todos estão entrando e entrar nele quando todos estão saindo. A hora de entrar na Bolsa é agora.
2. Não se deve colocar todo o dinheiro em renda variável
Desde quando comecei a operar, eu mantinha cerca de 80% do meu dinheiro em ações. Depois, comprei títulos do governo e diminui pra uns 65% meu patrimônio líquido em ações.
Com esta crise, vi meu dinheiro diminuir, diminuir, diminuir …
Então uma das coisas que planejo fazer quando a crise passar é distribuir o dinheiro que tiver em aplicações muito seguras como poupança, em aplicações arriscadas como compra de ações, em aplicações de risco médio como títulos de renda fixa e talvez um pequeno percentual em algum fundo cambial.
É isso, eu sou jovem, tenho certeza que vou reaver o dinheiro que perdi e ganhar ainda mais com a Bolsa. É tudo uma questão de tempo e paciência.
Apesar dos relatos que comentei, eu estou feliz por vários motivos, um deles é que estou entrando para a história, imagino que meus netos vão estudar a Crise Financeira de 2008.
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